Não tenho todas as razões
E as emoções, me consomem, me calam
Dilatam a pupila e o coração
Desabam e dilaceram meus sentidos
Fico vulnerável, até mesmo para mim
E por mais fugitiva que tento ser
Nestas horas fico cravada aos detalhes, aos porques e simplesmente sigo
Percebo-me caminhando às armadilhas, sem saber como voltar
E o mais irônico é que não sei me proteger, me desviar
E como se por ali não houvessem opções e retornos
E a vida então me diz
Vai lá, tenta, se aguenta vai
Erga-se, mantenha-se forte,
Intacta.
Respiro...
Revigoro-me
Alimentando-me de palavras não ditas, versões sufocadas dos meus pensamentos
Com a esperança de um dia o falar seja mais fácil para mim
Onde as lágrimas se acheguem sim, mas não sufocando-me já de princípio e colocando deveras tudo a perder.
Mas sigo
Calada
Respirando
Intacta.
{Danielle Haas}

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