sábado, 16 de março de 2013

A Fé



Porque a fé também se faz na prática
Também é ética, humildade e coração.
Porque acreditar, na prática é mera ilusão se teus atos o põem em contradição.
Não basta a fé é preciso também merecer
Crescer
Aceitar
Improvisar a oração
Os textos, sem atos perdem sua validação.
Ter fé e nada fazer te coloca entre um vão
Anula-te
Toda paz provem da pratica da união
Toda religiosidade de nada adianta
Nem mesmo o antecipa
Se de fato não acreditas
Não alimenta a mente
Mente
Quando de joelhos vai ao chão
Ter fé em Deus não se trata de opção
Opinião
Ter fé não singulariza teu ser como algo bom
Se Deus é por ti e acreditas sem exaustão
Compromete-se ao entendimento
Ao acalento
A pluralização do correto em fatos
Mesmo você não sendo um ser intacto
Tua fé carrega-te ao intenso
Sem imediatismo
Sem precisar de gratidão
Ter fé e lutar pelo bem
Seja teu ou de outro alguém
Sem diferenças
Sem julgamentos
Sem rotulação
Com respeito ao ser, a criação.
Do qual tua fé se revitaliza
Será que tem feito certo?
Será mesmo que tua fé é fato?
E te salva quando Cristo lhe perguntar
E ai meu irmão, o que tem feito?
Como se comportou teu coração?
Pensemos então...
Façamos pelo bem geral
Não por mera reputação
Afinal, no final... Ela em nada lhe contribuirá!
Verbalize... ora ação!

{Danielle Haas}

quarta-feira, 13 de março de 2013

Devoto




Vê-la é reza...
Teu devoto
Pago promessa
Meu desejo confesso
Minhas suplicas, sussurro
Com sorriso agracia
Minhas mãos em romaria
Tua pele - Um templo
Teu perfume - Incenso
Te amar é um sacerdócio
Te querer - Um sacrifício
Vê-la é reza…

{Jean Moraes}

domingo, 3 de março de 2013

Abdicado



Há horrores por de trás do manto
Há tristeza medonha no olhar infanto
Tempe sede vacante…
E do choro velado dos anjos cantantes…
E do trauma escondido
E da trama tecida.
A herança prevista são chagas malquistas…
E o silencio forçado no trono dourado
Que se torna culpado até ser ocupado.

{Jean Moraes}

Volúpia



Por ti fugiria a lua
De pele nua, crua.
Ávida a viver... por crer
Que o que se é voraz dissimula a alma
Perpetua, solidifica os sentidos.  
Num único querer
Mesmo assim iria
Tu habitas-me em sons
Transborda meus tons
Transcendendo meu pudor
Até posso te mensurar
Porém de nada adiantaria
Ofusca-me os olhos
Com sua venustidade pura
Desacentua meus pensamentos
Acalenta-se... Alimenta-se de mim
Determina meus sentimentos
Toma-me no colo e leva-me para onde estás
Sem dor, em prazer, em amor.
Vou à lua te buscar
Com pureza e coração dissonante
Pronta a me entregar
A amar

{Danielle Haas}