quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Deveras

 
Puderas, ah puderas!
Trazer-me teus largos sorrisos
Os quais tanto eu preciso
Para que meus dias tenham cor
Puderas falar-me baixinho
Em tons lascivos de que forma me queres
Nas alegrias e na dor
Em lembranças guardo-te a contento
Sorrio de canto
E melodicamente sigo saltitante
Deveras te amando, com sutileza
Embora tuas artimanhas façam-me presa fácil ao teu encanto
Como desvencilhar-me de ti?
Se aguças meu gosto pela magia, pela poesia
E que se evidenciam ao olhar os olhos teus
Se ao sentir-te ofegante e com toda tua vivacidade
O vejo ostentar o amor
Amor este que profere incumbir a mim
Ah puderas, sem prudência ou recato me pertencer.
Entorpecer-me nos braços teus
Afagar meus sentidos e beijar-me ao breu
Eternamente
Em pleno deleite
Tu e eu.

{Danielle Haas}