Tô com raiva de você
Do teu silêncio planejado
Da omissão que preferiu
Da falta de confiança, a qual pelo jeito nunca existiu
Tô com raiva da sua censura
De não poder expressar o que percebo
De não poder desabafar
De ter apenas que aceitar tudo calada, sem suspiro, sem respiro, sem respeito com o que me cabe
Tô com raiva de ser a última, de ser a nula, de ser a mula de carga
Tô cansada de esperar sem receber
De ser a errada antes mesmo do errar
De nunca ser a tua escolha
De ser a conveniência familiar
Tô decepcionada em ver a realidade
De tentar e nunca conseguir
De mudar e nada valer
De melhorar e você não ver
De conclusões precipitadas
Das mentiras disfarçadas
Dos gatilhos disparados sem ter um colete pra me defender
Tô com raiva
Tô cansada
Tô triste
Tô tudo isso, mas proibida, censurada!
E se fatalmente eu conseguir ficar calada, é com desprazer que digo, será uma outra pessoa que vai conhecer.
{Danielle Haas}
Nenhum comentário:
Postar um comentário